
Por muitos motivos diversos: rompimentos, tristezas, a própia rotina, as vezes nos sentimos acéfolos. Sim, descerebrados (se essa palavra existe mesmo!) Muitos dias nos pegamos pensando em nada, não enchergando a beleza da vida e de como é importante nos sentirmos bem, mesmo as coisas estando nada bem. Seria hipocrisia e rudículo até ficar dizendo aqui as palavras que você encontrará por R$9,90 em um livro de auto-ajuda nas promoções da Saraiva e outras. A vida não é sempre problemas que temos de enfrentar sorrindo, isso é impossível (claro, se você for um S&M da vida você é um caso diferenciado...) porque tenho a convicção que buscamos a felicidade, sempre, nem que para isso tenhamos de sofrer primeiro.
Eu não sei vocês, mas essa sensação de impotência, de burrice, de ainda falta fazer alguma coisa, me incomoda muito, mas muitas vezes também não sei como resolver essa sensação. Talvez buscar as respostas no barateados das prateleiras de auto ajuda seja uma idéia, mas sempre teremos de pensar por nós mesmos, o que pode ser difícil e criar essa sensação de impotência. Como é mais fácil fingir do que assumir os fatos, acho que esse é o grande motivador da nossa acefalia. É isso mesmo, para acabar com esse sentimento, devemos nos empenhar ao máximo em sentir tudo que está ao nosso redor, bom ou mal, mas sentí-lo e refletir sobre esse tudo e tirar as experiências dele. Assim, iremos pensar, repensar, ou só pensar porque hoje ninguém tem tempo para ficar triste de mais, ou feliz de mais e tocar a vida, ou pelo menos acordar mais disposto para um novo dia. É, como é bom pensarmos nas coisas de uma forma diferente. Hoje acordei me sentindo um inútil. Agora, me sinto mais eu. Menos inútil? Não sei, mas qual ser humano não se sentiu assim alguma vez??
Parler moi d'amour
imagem: Alexander McQueen Skull