quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Bionic




Hoje acordei com vontade de falar de XTINA (que muitos chamam de EX-TINA, o que é um grande erro, só para constar!).

Christina Aguilera é uma das melhores artistas da década e isso NINGUÉM pode negar. Desde "Gennie In a Bottle", ela só trouxe contribuições muito interessantes para minha geração. Óbvio que nem todos conseguem admitir essas contribuições porque, sinceramente, preconceito rola muito no mundo POP e isso deve ser observado. "Bom" é quem está bombando por aí em todo o mundo. E sim, tem muita gente nova boa (Ke$ha, Nicki Minaje, Taio Cruz e muitos outros.) Mas não se pode esquecer que também para essa geração tivemos artistas que exerceram influência para os novatos e sim, Christina Aguilera é uma dessas inspirações. Não necessariamente tem de ser essa influência que a mídia impõe e muitas pessoas introjetam como verdade a qual todos copiam a todos de forma inescrupulosa e que não há originalidade em nada. E aqui chegamos na gaveta cuja carreira e disco Bionic dela foram arquivados. Essa influência pode ser tanto no estilo musical quanto no de admiração pelo outro.

Christina sempre se reiventou. Desde seu primeiro álbum, tivemos contato com várias personagens, mas principalmente várias formas da própia artista se entendendo como ser humano, como artista e como projetar isso em seu trabalho. E essa é uma das coisas mais lindas que ela pôde ter feito tanto por ela quanto para os fãs. Mas também não há dúvida de a própia seguir com o que também está recente no mundo da música. Amo "Back to Basic" que se encaixou perfeitamente no momento que o burlesco, o tema circese e do estilo dos anos 20 até os 40 estavam realmente com um boom! Basta observar os cd's de artistas famosas que trouxeram esse tema, não só em músicas, como também em encartes, shows, photoshoots etc (P!nk e Britney são uma delas). Com Bionic observamos que Aguilera de verdade quis mudar, como ela sempre faz e fez. A sua voz é simplesmente INIGUALÁVEL. E quando dizemos que a pessoa canta bem, é poque ela pode cantar de tudo. Trazer esse ar moderno para o seu trabalho foi muito forte da parte dela e corajoso, além de que ela fez o que ela queria, e isso anda fazendo falta no mercado do pop. Sair da área de segurança para trabalhar com o que se quer, sem se preocupar com vendas ou coisas do gênero. O triste é que um trabalho tão bom, quando não entendido pelo público, fica muito difícil quanto triste para seu autor. Trabalhou com produtores e músicos que ela admira (Nicki Minaje e M.I.A para mim, são as melhores colaborações do cd porque eu realmente tô bem interessado nessas duas atualmente, mas sem desprezar os outros que obviamente são fodásticos também, como Ladytron e outros já da vanguarda, para quem conhece esse mundo POP!) e que a fazem se entender como a nova Xtina, casada, mãe e mais madura.

Bionic é um cd varsátil que serve tanto para a bagaceira (Not Myself Tonight, Bionic, WooHoo, Elastic Love) quanto para ficar sensualisando na hora do banho (kkkk..todo mundo faz o quer tá! Pelo menos faço isso de chuveiro desligado para economizar água! kkkkkkkk...Glam, Vanity, Desnudate) e quando bater aquela vontade de só ouvir uma música tranquila e com emoção (You Lost Me, Lift Me Up e Sex for Breakfast). Apesar de ter achado o vídeo para "Not Myself Tonight" muito carregado de coisas (mesmo entendendo que ela interpreta várias mulheres), a música é ótima!

Assim, deixo minha humilde opinião sobre como é injusto não ter se valorizado como deveria esse excelente álbum. Vai lá, baixa o cd pela net e o que vc achar me diz!

*Photoshoot para o álbum.

Pour L'amour

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